A pesquisa Novo Ibrape/Campo Grande News, divulgada em 12 de setembro, mostrou que grande parte da população sul-mato-grossense ainda está indecisa sobre quem eleger. Na espontânea, quando não são apresentados nomes e o eleitor precisa escolher um candidato de cabeça, 69,29% não soube responder em quem votaria.
Ainda em relação à espontânea, André Puccinelli (MDB) aparece com 9,22%; Eduardo Riedel (PSDB) 7,01%; Marquinhos Trad (PSD) 5,65%; Capitão Contar (PRTB) 4,09%; Rose Modesto (União Brasil) 3,05%; Outros 1,17%; Giselle (PT) 0,45%; e Adonis Marcos (PSL) 0,06%.
Fomos às ruas de Campo Grande perguntar o porquê de tamanha indecisão e a maioria disse que ainda não teve tempo de analisar todas as propostas. Os cargos para deputados, tanto federal, quando estadual, são os que mais causam dúvida entre a população.
"Tem muita gente, então tem que aprofundar e conhecer aqueles que vão ser reeleitos novamente, os que estão vindo, o que vão ser e os que ajudaram na nossa cidade, no nosso Brasil", disse a marketeira Rosângela Fernandes, de 46 anos. Ela trabalha no Centro de Campo Grande, mas mora no Bairro Coophatrabalho, então precisa se locomover 8 quilômetros de ônibus todos os dias. Os deputados são os únicos que não escolheu, para os outros cargos já tem todos os nomes na ponta da língua.
"A gente tem que votar consciente. Presidente eu escolhi pelos trabalhos que ele tem feito, que é o Bolsonaro (PL), ele tem feito um bom trabalho então pra mim vai ser ele. Ai pra governo eu escolhi inovar, quem sabe esses que tão vindo agora é melhor, então eu escolhi o Contar (PRTB). Pra senadora eu vou votar na Tereza Cristina (PP), com certeza, gosto dela, venho acompanhando o trabalho há muito tempo", ressaltou.
Já o advogado Álvaro Eduardo, 62 anos, ainda nem decidiu se realmente irá votar. Sem mostrar interesse pelos candidatos disponíveis, disse que só tem um que já escolheu, o ex-presidente Lula (PT).
"Eu não costumo votar, nas últimas eleições eu nem votei, mas nessas eleições eu vou votar no Lula. Não quis votar nas eleições passadas porque ele não participou e não gostei dos candidatos do partido, mas aí o resto eu acho que vou votar nulo. Deputado eu não tenho também, não tenho esse critério, vou lá e voto no que está mais atrás nas pesquisas, que a gente sabe que não vai ganhar", apontou.
O mesmo acontece com a vendedora Eduarda Gonçalves, de 18 anos, que também só decidiu o voto para presidente. Ela trabalha no Centro da Capital e já foi abordada por diversos candidatos, é assim que pretende escolher as melhores propostas para os outros cargos.