O artista Victor Harabura de Freitas venceu o concurso do cultural do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e sua obra, intitulada "Parajás", irá substituir a estátua da Têmis, divindade grega que simboliza a justiça, no Fórum de Campo Grande.
O resultado do concurso foi divulgado nesta quarta-feira (22) e será oficialmente publicado no Diário da Justiça desta quinta-feira (23).
O monumento será instalado na entrada na entrada dos plenários do Tribunal do Júri.
A escultura, que medirá cerca de 1,90m x 4,50m x 1,15m e pesará por volta de 288kg, será feita de chapas de aço corten.
Segundo o TJMS, a proposta destacou-se entre outras 12 concorrentes por integrar simbolismo e contemporaneidade, unindo elementos da Deusa da Justiça com traços indígenas, "formando uma representação poderosa da justiça e da herança cultural dos povos originários do Brasil".
"Parajás", que é a deusa Tupi-Guarani da honra, do bem e da justiça, será composta por 91 camadas das chapas de aço e cerca de 170 peças distintas.
O artista receberá um prêmio de R$ 50 mil e a oportunidade de executar a obra, a critério da administração do TJMS, com um valor estimado de R$ 300 mil.
O segundo lugar ficou com Marcos Roberto Ferreira de Rezende, com a obra "Justiça flui como as Águas", que foi pensada para estabelecer uma conexão entre os conceitos de justiça e natureza, ressaltando a importância vital da água para a região de Mato Grosso do Sul. O autor será premiado com R$ 30 mil.
Já o terceiro lugar ficou com Danilo Andrade Freitas, que apresentou uma obra ainda sem nome definido, mas que gerava um elo entre os povos indígenas originários e a população sul-mato-grossense atual. Ele receberá um prêmio de R$ 15 mil.
O Tribunal de Justiça ressalta que a seleção da proposta vencedora não gera direito à execução e instalação da obra, que ocorrerá somente quando o vencedor for convocado para assinatura do contrato, que poderá ocorrer em até 12 meses, a contar da publicação do resultado final.
No caso do vencedor não desejar assinar o termo de contrato ou não aceitar ou não retirar o instrumento equivalente no prazo e nas condições estabelecidas, a administração poderá convocar os demais ganhadores, na ordem de classificação, para a celebração do contrato nas condições propostas.
O concurso cultural foi lançado em 21 de maio de 2024 pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), com objetivo de selecionar uma obra que representasse a Justiça e o Direito, incorporando elementos da cultura e da regionalidade sul-mato-grossense.
Ao todo, foram analisadas as propostas de 13 inscritos.
A avaliação foi realizada com base na originalidade e na capacidade de traduzir os valores da Justiça em uma linguagem artística.