SEXTA-FEIRA, 04 DE ABRIL DE 2025

Correria e desatenção podem causar acidente em saída de escola na Capital


Desatentos, alunos deixam escola e correm desesperadamente para o terminal

A correria dos alunos na saída da Escola Estadual Hércules Maymone e a falta de atenção, se é que é possível, dos diversos motoristas que passam a Rua Joaquim Murtinho em direção ao cruzamento com a Avenida Eduardo Elias Zahran ainda pode terminar em tragédia. É o que alertam trabalhadores que todos os dias pegam ônibus no terminal que leva o mesmo nome da escola.

 

O tumulto se multiplica por volta das 17h20, hora em que dezenas de estudantes deixam a escola e seguem desesperadamente para a plataforma de embarque nos ônibus. Sem atenção, os jovens cruzam a via de forma apressada sem se importar com os carros, que por sua vez, param em cima da faixa de pedestre, o que impede que os alunos atravessarem com segurança no local e se arriscarem em meio aos carros e motos. Ou seja, caos total.

 

Todo o fluxo de pessoas dura cerca de 20 ou 25 minutos até que o movimento diminui. Com aulas em três períodos do dia, os trabalhadores que passam por ali, dizem que os riscos são iminentes, tanto para motoristas, que podem provocar um acidente, quanto  de atropelamento. 

Para a auxiliar-administrativa Valéria Alves, de 23 anos, a situação poderia se resolver com o bom senso entre ambas as partes. “Acho bem perigoso. E além dos alunos a coisa é igual para os dois lados. Por mais que façam bagunça na saída da escola, tem essa questão da sinalização e o desrespeito dos motoristas que por muitos momentos param na faixa de pedestre e isso impede que os alunos passem”, disse.

 

Apesar do grande fluxo de alunos, outros trabalhadores destacam que os jovens são os maiores culpados pelas confusões na região. Maykellen Antunes, de 25 anos, fala que por muitas vezes já passou em frente ao terminal e se deparou com grandes aglomerações, algazarra e até briga entre os jovens. “Briga, na frente do sinal, sempre vi. Acho que a questão principal aqui é sobretudo por conta dos próprios alunos que não esperaram o sinal fechar ou abrir. Acredito que no geral é muito mais culpa deles do que dos motoristas. A área é sinalizada, eles não respeitam.”, falou. 

Para Vilson José de Souza, de 47 anos, a grande questão não está na confusão causada pelos alunos dentro dos terminais de ônibus, não apenas ali, mas em toda a cidade. Trabalhador no ramo de ares-condicionados, ele disse que os alunos “atormentam” a vida de todos os passageiros. “A sinalização é legal, mas os alunos complicam bastante. Não respeitam basicamente nada, e tudo isso piora quando chegam aqui no terminal, e isso repercute no ‘busão’. Não respeitam os mais velhos, eles vão todo o percurso fazendo farra, sem falar nos muitos que fumam em todo o terminal, o que  atrapalha geral”, frisou. 

Durante todo o tempo que a reportagem esteve no local, nenhum tipo de fiscalização de trânsito apareceu para controlar o tumulto.

 

A reportagem entrou em contato com a SED (Secretaria Estadual de Educação) para saber se existem medidas para auxiliar os alunos na saída da escola, entretanto não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto. 


Fonte: https://www.campograndenews.com.br